Portugal tinha em 2021 uma percentagem de 12,4% de residentes com idades entre os 16 e os 74 anos, que eram imigrantes ou descentes de imigrantes, de acordo com dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo a mesma informação, este grupo tinha “background imigratório”, sendo que total de 12,4%, cerca de 7,6% eram imigrantes de primeira geração e 4,8% descendentes de imigrantes.
“Angola, França, Brasil, Moçambique e Venezuela eram os principais países de nascimento (dos imigrantes) e mais de um terço nasceram num dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), razão pela qual o português era a língua materna da maioria destas pessoas (70,4%)”, segundo o organismo.
Já a maioria dos descendentes de imigrantes tinham origens na União Europeia (86,6%), dado que foi aí, sobretudo em Portugal, que nasceu pelo menos um dos progenitores.
O INE destaca ainda que cerca de um terço dos imigrantes vieram para Portugal há mais de 40 anos.
“O conjunto da população imigrante, incluindo a primeira e segunda geração, caraterizava-se por ser mais jovem (49,3% tinham entre 16 e 39 anos) e mais escolarizada (32,6% detinham ensino superior) do que as pessoas sem background imigratório (33,8% e 23,8%, respetivamente), apresentando uma maior concentração nas áreas predominante urbanas (79,7% vs. 72,8%)”, adianta.
Foi também feita uma caracterização da situação no mercado de trabalho, observando-se que os imigrantes de segunda geração apresentavam uma situação mais desfavorável, com menores taxas de atividade e de emprego, uma maior taxa de desemprego e uma maior frequência de situações contratuais mais frágeis.
Questionados sobre se estavam satisfeitos com o seu trabalho, a maioria disse que sim, não se sentindo discriminados no seu emprego. Ainda assim, eram cerca de 10% os que indicaram ter sentido discriminação no contexto laboral, sendo esta proporção ligeiramente superior nos imigrantes de primeira geração (11,3%).
Por fim, 28,9% dos imigrantes de primeira geração indicaram que o seu emprego atual exige menos competências do que o que tinham antes de vir para Portugal.












