100 mil testes chegam a Portugal dentro de 15 dias. Mas sem garantia de detecção da Covid-19

Ao contrário de Espanha, recorde-se que Portugal não encomendou testes rápidos à China, uma vez que não são fiáveis, de diagnóstico ao novo coronavírus.

Revista de Imprensa

Nas próximas duas semanas, vão entrar no mercado português 100 mil testes de rastreio à Covid-19. Só que, segundo o “Correio da Manhã” (CM), que cita a própria produtora, estes exames de despiste, produzidos por um laboratório português, não detectam a presença do novo coronavírus.

Na prática, estes testes procuram, no organismo, anticorpos – substâncias produzidas pelo sistema imunitário em resposta a uma infecção. «Em 15 dias teremos já 100 mil testes no mercado nacional. Estão paulatinamente a ser entregues. O produto está devidamente registado no Infarmed», diz a empresa ao “CM”, acrescentando que cada teste terá um custo entre 10 e 12 euros. Não esclarece, no entanto, se os exames chegarão às farmácias.

Os anticorpos, procurados neste teste, que utiliza uma amostra de sangue, só surgem após 10 dias de infecção. Ou seja, estes exames demoram entre 10 e 20 minutos a mostrar o resultado e são apenas capazes de indicar se a pessoa testada esteve ou não em contacto com o vírus.

Esta quinta-feira, na conferência de imprensa, Fernando Almeida, presidente do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (Insa), descartou o recurso a estes testes, pois nunca nenhum teve «qualquer parecer positivo do Insa ou do Infarmed».

Ao contrário de Espanha, recorde-se que Portugal não encomendou testes rápidos à China, uma vez que não são fiáveis, de diagnóstico ao novo coronavírus. Os 280 mil testes encomendados baseiam-se na detecção do próprio vírus, como assegurou esta quinta-feira o Ministério da Saúde.

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