Sete mulheres, dois homens e uma criança. São estes os números disponibilizados pelo Governo português relativamente a homicídios voluntários em contexto de violência doméstica, só na primeira metade desde ano. Até Junho, um total de 10 pessoas morreram na sequência de relações de maus tratos.
Olhando apenas para o segundo trimestre (Abril a Junho), o Governo dá conta de uma descida de 28,6% no número de mortes face ao mesmo período de 2019. Por género, verificam-se descidas de 40% no homicídio de mulheres e de 50% no homicídio de homens.
Os mesmos dados, revelados hoje, indicam que o número de ocorrências participadas à PSP e GNR por crime de violência doméstica também caiu 6,2% no segundo trimestre: há registo de 6.928 queixas. Por outro lado, aumentou em 10,1% o total de reclusos por crime de violência doméstica, resultando em 1.064 pessoas presas. Destas, 217 encontram-se em prisão preventina e 847 em cumprimento de pena de prisão efectiva.
Quanto a medidas de coacção, o Governo revela que estavam em vigor 738 medidas de coacção de afastamento, das quais 579 dizem respeito a vigilância electrónica. No geral, nota-se um aumento de 29,5% face ao segundo trimestre do ano passado.
O número de pessoas integradas em programas para agressores subiu 14,7% para 1.596, ainda que se registe um recuo de 15,2% no total de participantes em programas em meio prisional. Por outro lado, aumentou em 15,5% o número de pessoas em programas na comunidade.
Também entre Abril e Junho, saltou para 3.608 as pessoas abrangidas por teleassistência no crime de violência doméstica (+30,1% do que no período homólogo de 2019).





